17.10.18

Entra, Amor


Não precisa ficar aí parada
Tanto tempo longe de casa

Não estranhe se notar
As coisas um pouco mudadas

16.10.18

Avez-vou peur


Avez-vous peur
De moi

Avez-vous peur
De moi
Ce que je acuse en vous

Avez-vous peur
De moi
Ce que je cause en vous
Ce que vous pouvez sentir

Avez-vous peur
De moi
Ce que je cause en vous
Ce que vous pouvez sentir
Et pour finir malheureux

15.10.18

Poemas de amor


São representações pálidas do amor
Incapazes de deixar sequelas

É a diferença entre morder com a boca cheia de dentes
E com a boca banguela

11.10.18

Quando o amor que foi semeado cresce


O olhar se expande
Se enternece

E dá até pra ver
Amadurecerem as abóboras

Os tomates
As amoras

Os morangos
As cenouras

Os rabanetes
As carambolas

Entender a terra, os polinizadores
Esperar pelo sol, pela chuva

Colher o que foi plantado
Sentir-se privilegiado

Por ter um bom alimento
Ter prazer de fato

Em prepará-lo com cuidado
E comer, comer, comer

10.10.18

Por favor me diga


Onde foi parar o verso
Que estava na pauta
Rima de amor
Que me fez tanta falta
Pra preencher a melodia

9.10.18

Pode parecer gula


Mas é necessidade
Tem gente que precisa de mais amor
E mesmo que bem abastecida
Nunca chega à saciedade

Pode parecer pressa

Mas é urgência
Essas pessoas não sabem esperar
Suas necessidades no amor
Não admitem a paciência

Pode parecer doença

Mas é assim que funciona
Para estes seres
O fluxo fresco do amor infinito
E uma questão de sobrevivência

8.10.18

Dans l'art de vivre


Alors que certains s'isolent
Autres ajoutent

Alors que certains expulsent
Autres reçoivent

Alors que certains effraient
Autres se calment

Alors que certains se plaignent
Autres agisssent

Alors que certains craignent
Autres osenti

Alors que certains molester
Autres réparent

4.10.18

Je t'appele en silence


Et je sais que tu m'entends
Pas besoin de me voir

En ce moment
Les mots sont des sources d'inconfort

Accentuer nos douleurs
Ne pas aider à éclairer nos yeux

3.10.18

Je n'ai pas changé


Et que quand passé
Le feu de la passion

Tu as commencé à voir
Que je ne suis pas toi

2.10.18

Não desistirei de encontrar


O que tentas ocultar
Pois sei que mereço mais
Do que a fêmea
Que em ti hoje
Consigo acessar

1.10.18

Eis-me aqui


Ainda ferido
Mas humilde e desarmado
Do jeito que te prometi

Enxuga as minhas lágrimas
No perfume dos teus cabelos
E entorpecido me manterei em silêncio

Me acolhe no teu peito
Cede pra mim este teu corpo quente
E me dá todo o prazer que ainda mereço

Usa de teus gracejos
Alivia a minha tristeza
E faz-me rir

E eu ficarei aqui
Pelo tempo que quiseres
Te admirando como sempre fiz

28.9.18

Ao fim da escalada


Só restam
Dois caminhos

A imensidão da queda
O desconhecido

Negando que aqui
Ainda haja algo a ser aprendido

Ou voltar ao ponto de partida
E esperar por um novo desafio

Carregando na bagagem
Tudo o que foi vivido

27.9.18

Le dos


Et l'anvers

Le secret
Et l'explicite

Le sacré
Et le profane

L'espirit
Et la chair

Le pouvoir de l'amour
Et le don de la création

La présence du féminin
Partout

26.9.18

Não há


Como ter um alvo
Tatuado no peito

E não viver
Na expectativa

De um dia
Ser alvejado

25.9.18

É preciso


Que partilhes com alguém
Teus assuntos mais íntimos

Questões de mulher e do ser
Pontos trancados e escondidos

Para que te entendas
E ganhes confiança

Nas coisas que te assustam
Representando perigo

Mas para isso precisas que te amem
Como amante e amigo

E que permitas ser ajudada
A ter teus receios resolvidos

24.9.18

J'ai besoin de plus


De plus d'amour
Plus de passion
Plus de feu
Dans le coeur

21.9.18

J'essaie de ne pas dormir


Sans se souvenir de toi

J'ai peur
De te saisser échapper

Et te perdre
Même de pensée

Lorsque la plongée
Dans le sommeil profond

Et pas de retour
D'oublier

20.9.18

Agora que a primavera vai chegar


Esperamos encontrar

Mais sempre-vivas
E menos violência

Mais gardênias
E menos prepotência

Mais verbenas
E menos incongruências

Mais hortênsias
E menos decadência

Mais açucenas
E menos insolência

Mais rosas
Brancas, amarelas, vermelhas

19.9.18

Preciso te ver


Pelo menos mais uma vez
Não me negue esse pedido

Só nós dois
Sem nenhum intrometido

Preciso te abraçar forte
Pelo tempo que for preciso

Possivelmente vamos chorar
Temos direito a esse alívio

Não será preciso falar
O mais importante será ficarmos juntinhos

Para depois seguirmos em paz
Com a certeza de que nada ficou mal resolvido

18.9.18

In questo amore


Quanto più schiavo
Più tesori trovo

Al punto de non voler sapere
Cosa c'è dall'altra parte

17.9.18

Qui a toujours aimé


Qui sait aimer
Dans la solitude
Ne trouve pas la paix

14.9.18

Niente per caso


Niente pensato
Chi domina il sentimento?

Cosa doveva succedere
Successe

Tutto fatto
Sebbene non soddisfatto

13.9.18

Un edificio en ruinas


Un castillo vacío
Y con un viento frío
Calcinando mi cara
Al soplar las cenizas

Fue así que me sentí
Cuando finalmente entendí lo que sucedia
Al buscarte en vano del oto lado de la cama
Sabiendo que aquí nunca más estarías

12.9.18

Alguém que passa a vida inteira


Sem viver um grande amor
É como se tivesse vivido uma eterna doença.
Mas o problema maior não é encontrar o amor
É mais comum que as pessoas não se permitam
Viver o amor quando o encontram.
Enxergam problemas onde eles não existem.
Sacrificam a oportunidade de serem felizes
Em nome de responsabilidades inúteis
E obstáculos que não lhes pertencem.
Não se permitem mergulhar
De forma inconsequente
Nessa coisa doida que é amar cegamente.
O amor é necessário para justificar a vida
E nos dar a certeza
De que valeu a pena respirar.
Porque lá na frente
Quando sozinho olhar para trás
E constatar o que deixou de fazer
Não tendo nem ao menos uma mísera história pra contar
Verá que viveu somente para respeitar normativas
E atender a conveniências
De quem nem ao menos com ela se importou.
Pois na vida a coisa mais importante que se pode ter
E que ninguém nos tira
É o que se ganha ao viver um grande amor
Amor que nos transformou
E que estará sempre lá dentro
Cuidadosamente guardado
Para quando precisarmos dele
O tenhamos para ser lembrado.

11.9.18

Estrelas


Quando distantes demais
Ao serem vistas
Podem até parecer iguais

10.9.18

Notre plaisir


Couplé à un sentiment sincère
C'est ce que je veux le plus
En tout temps

6.9.18

É impossível


Repassar tudo o que foi vivido
Durante esta meia vida em que não nos vimos

E mesmo que fosse
Que importância haveria nisso?

O que mudaria em nós
Saber de fatos, locais, entes falecidos?

O importante é o que somos hoje
Não o que fomos ao longo do caminho

É bem verdade que há um certo zinabre a ser retirado
Para que o fluxo de corrente possa ser restaurado

Mas ainda que se passem mais cem anos
Sempre será um mistério aquilo que nos mantém unidos

Calma, sossegue sua lógica, sua fúria, seus instintos
O sentimento é para ser degustado

E e não espremido entre os dedos da mão
Escorrer e  acabar perdido

O coração é que manda na gente
E o tempo

Ora, o tempo
É só seu humilde serviçal submisso

5.9.18

Ce n'est pas possible aimer qulqu'un


Sans se faire prendre
Sans se rendre
Sans se faire trouver
Pour ensuite se perdre

4.9.18

La poésie


C'est l'art du naif
Qui protégé par le manteau de la prétension
Ils se voient comme des génies

3.9.18

Quel amour nous donne


Être bon ou mauvais
Rester pour toujours

Il n'y a aucun moyen
De nous enlever