24.8.18

Quand


L'amour d'un
Ce n'est pas équivalent
À l'amour de l'autre
Cet amour incomplet
Ne ppeut pas durer

Il n'y a pas de fraction d'amour
C'est indivisible
Et seulement résiste
Si les fidéles de la balance
Ne pas détourner

23.8.18

Na sua relação


Por certo
Faltou encantamento
Do contrário
Não há como explicar
Que um amor assim
Imenso
Que tinha tudo pra durar
Tenha se afogado
De forma tão desastrosa
Não deu tempo
E vocês nem sabiam
Que ele ainda precisava
Aprender a nadar

22.8.18

O que fazer


Com o amor falido
Que não se consegue esquecer?

Fingir que não importa mais
Tentando acreditar que um dia vai desaparecer?

Não se conformar
Estabelecendo uma data para parar de sofrer?

Por que as dores do amor
São tão difíceis de suportar?

Por que o amor é tão cruel com quem ama
Te fazendo cativo pra depois te sangrar?

Não são o sangue ou a dor
Suficientes para o amante abdicar

Só a decepção como o ser amado
É capaz de faze o amor acabar

20.8.18

Quando para sempre o seu amor se for


Mesmo que demore um tanto para passar a dor
Faça logo uma limpeza nas coisas que ele deixar
Não poupe nada, tire tudo do lugar

Guarde para si um ou outro regalo
Doe o que possa ser aproveitado
E o que sobrar, jogue fora sem pestanejar

Mas se tiver curiosidade em olhar
Dentre aqueles guardados mais bem guardados
Detenha-se nos escritos que encontrar

Ficará surpresa em se deparar
Com alguém que de fato não conheceu
E seu que será difícil de acreditar

Mas há de perdoar pois verá que nem mesmo ele se entendeu
Ainda que tenha encarado a vida de frente
E nunca desistido de tentar

17.8.18

Tem gente que ama tanto


Tem facilidade em amar
Sabe fazer o outro feliz
Faz seu amor multiplicar
Quantas vezes precisar
Não coloca limites no amor
Parece ter nascido pra amar

Mas às vezes
Este mesmo tipo de gente
Tão eficiente na arte de se dar
É incompetente em receber
E quando o amor lhe chega
Não sabe como lidar

Se atrapalha toda
Faz repetidas bobagens
Magoa sem querer
Até que foge desesperada
Pois amor assim despejado em cascata
Fere pra valer é impossível suportar

16.8.18

A chuva que cai por aqui é rara


Enquanto que a daí nunca para.
Por isso, tens que estar protegida o tempo todo.
Pode até parecer desvantajoso pra ti, mas pelo menos assim
É possível prever o clima e saber como se deve agir

Contudo, somos um o inverso do outro
Quando o sentimento se enche de nuvens
O vento surge arrastando tudo
E chovem lágrimas aos borbotões

Chorar por qualquer motivo é incômodo
Faz o sujeito ´parecer tolo
Mas não há proteção que possa conter
A força que a tempestade tem quando decide aparecer

Assim, ser um grafite desbotado no meio da avenida
Ou um motorista curioso no trânsito paulista
Na mesma medida que nos aproxima, nos afasta
Deixando claro quem somos e que isso basta

15.8.18

Para amar de verdade


É preciso atenção
Controlar a ansiedade
E seguir um certo ordenamento

Usar o coração
Entregar-se com vontade
Sem deixar de lado o pensamento

Pois assim que acaba a paixão
A massa como o fermento do amor
Pode ainda estar se dsesenvolvendo

E o pão que precisava de mais tempo e forno
Para ficar pronto
Acabar desandando sem virar alimento

14.8.18

Amor é como brasa


Passado o fogo da paixão
Se cobre de cinzas
E se aquieta
Por um longo período
Poupa suas energias
Mas está lá
Ainda vivo

Para fazê-lo despertar
Basta remexer um pouco
Assoprar um tanto
Uns gravetos e pronto
O fogo retorna vívido
Disposto a queimar
O que for preciso

13.8.18

Lábios colados


Línguas dançarinas
Gravidade zero
Pressão negativa

Olhos fechados
Abraço apertado
Fluidos fluindo
Para todos os lados

10.8.18

Il y a des amoureux


Qui aime plus
L'idée de l'amour
Que en fait
L'être aimé

9.8.18

Como te amar


Diferente
Deste meu jeito torto?

Se isso acontecesse
Não seria eu
Seria outro

8.8.18

Non è mai facile


Portare sul petto
Un grande amore

Ci sono momenti
In quale è insopportable il dolore

Nell'altro
Senza prima davvero avvertire

Accelera
Perdi il ritmo e può smettere di lavorare

7.8.18

Cada vez que um pobre morre


É um pobre a menos
Mas também é um pobre a mais
É mais um pobre que morre

Da África para a Europa
Morrem tentando atravessar
E morrem aos milhares

Humanos incógnitos
Abandonam tudo
Fugindo da guerra e da fome

Aqui não é diferente
A guerra no campo e nas cidades
Mata legiões de seres frágeis

Assim as diferenças se intensificam
E as fronteiras que deveriam ser só culturais
Tornam-se mais econômicas e políticas

Cada vez que um pobre morre
Quem morre um pouco mais
É a humanidade

E quanto mais morre a humanidade
O humano fica mais pobre em sua diversidade
Fica mais pobre em sua dignidade

6.8.18

Tentarei dormir agora


Buscando te encontrar em meu sonho
Como se nada tivesse mudado

Procurando por teu corpo quente
Teu hálito morno e adocicado

Pois nessa porção do universo
Tudo em que toco está gelado

Um ambiente glacial e desértico
É como hoje entendo a nossa cama

E nem um milhão de cobertores
Mantas e pijamas

São suficientes para me aquecer
Se não tenho mais o teu abraço

3.8.18

Quand je t'ai prévenu


Que je partirais
Ne jamais revenir

Tu ne m'as pas demandé
Pour moi de rester

Sià ce moment même
Tu me demande

Bonne vie
Je restarais

Ambrassé a une raison concrète
Pour continuer à t'aimer

2.8.18

Quand il s'agit d'amour


Nous sommes tous des victimes
Il n'y a pas de vilains

1.8.18

I knew it


That everything was going to end like this
I realized that
Since the last time I saw them
]Today she's here and he's there
And both carry an immense void
Within themselves
That so far
It proved impossible to heal

31.7.18

Je demande le respect


Car si dans ce monde
Il y a un sujet
Qui t'a vraiment aimé
C'est moi
Et donc je crois être
Digne de reconnaissance

30.7.18

Saudade


Palavra
Que nunca vem vazia
Sentimento
Que quanto bate
Causa um misto de dor
E carícia

27.7.18

Morire


Non cessa di esistere
Ma solo uno
In molti modi
Da qualcuno lasciare

26.7.18

Nous sommes humains


Pour ce que nous ressentons
Pas nécessairement pour qui nous pensons
Ei ni par comment nous agissons

25.7.18

Espera, espera, espera


E como dói
A lentidão
Com que gira a esfera

Espera, espera, espera

Trissílabo de sentido primitivo
Que sequestra a calma
Cumprindo funções de megera

Espera, espera, espera

Atributo restrito a tempos idos
Que hoje presenteia quem ama
Com o carinho das feras

24.7.18

Advertência


Impossível de não ser ouvida
Por todos que estavam no elevador
Numa manhã muito fria
Dado que foi dita
Com pronúncia alta e nítida:

"Querida
Você é uma péssima amiga
Mas tua sorte
É que gosto muito de ti
Por isso
Quando marcamos de nos encontrar
Perdoar-te é um desafio
Que preciso vencer
Até a partida"

Agora me diga:
Que cara necessita fazer
Quem presenciou a cena descrita
Quase sem conseguir disfarçar a vontade de rir
No fundo agradecendo a quebra do gelo
E tentando não olhar na direção da que estava sendo repreendida

23.7.18

Comment il n'y a plus de nous?


Bien que notre amour
Est limitée ao passé

Il existe encore
Et in ne peut jamis être méprisé

19.7.18

Aos poucos pude perceber


Que por mais criativas que possam ser
As histórias inventadas
As histórias contadas

Elas jamais alcanção a riqueza
Das histórias vividas
Ainda que destituídas de sentido ou mutiladas

18.7.18

S'il te plâit


Ne me critique pas
Ne me condamne pas
Ne me pardonne pas
Accepte moi juste
Et laisse moi rester ici
Sans rien parler
Niché avec toi

17.7.18

Não vejo mais


No teu olhar
A delicadeza que tando me fascinou
Nos dias que não têm como voltar
A chama acesa do amor
A vontade de se doar
O sorriso fácil e sem dor
O abraço pra aquecer e abrigar

O solo se desgastou
A terra de tão seca rachou
E agora temo
Que tenhas sido
Brutalizada pelo tempo
Pois não encontro em ti
As sementes que reservamos para plantar

E se não as temos
E não nos ajuda o terreno
Tudo o que podemos cultivar
É o frio
O silêncio
A sede da indiferença
E a fome de amar

O sol já está se pondo
Não há porque esperar
Por isso com bolhas nas mãos
As pálpebras pesando
E as ferramentas nos ombros
Carregado de tristezas
Prefiro me afastar

16.7.18

Quem


Nunca partiu
Sem pensar

Não tem como avaliar
A dor

Que sente
Aquele que se arrepende

Depõe as armas
E decide voltar

Desistindo de tenar esquecer
O seu grande amor

13.7.18

Prazer demais


É sofrimento
E pode até matar

12.7.18

Não falar o nome da doença


Não ajuda na cura
Podes ter certeza