5.8.19
Depois que eu morrer
E minhas gavetas e armários
Precisarem ser esvaziados
Para que os pertences
De um outro vivente
Ocupem os mesmos espaços
Não te espantes se encontrares
Enter os meus guardados
Alguns segredos
Não serão muitos nem tão pesados
Todos os temos e não é por acaso
Representam a verdadeira face
Do que fomos
Do que somos
E o que provavelmente nos tornaríamos
Encare-o com naturalidade
E faça com eles o que tiveres vontade
Não vejo problema em tê-los revelados
Só peço respeito
Com aqueles que ainda respiram
E com a minha história
Pois não terei nem mesmo
Como me defender ou protestar
Lembra
Já estarei do lado de lá
E sem ter como voltar
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário